Minha Breve História (Stephen Hawking) e A Culpa é das Estrelas (John Green)

MINHA BREVE HISTORIA

Abandonar a preguiça que me intoxicou em 2013 e substituiu minha paixão pela leitura por Candy Crush e Facebook está rendendo bons frutos. O treinamento que iniciou na última quinta no trabalho está exigindo dedicação e não estou conseguindo pensar tanto nos meus textos, mas tive tempo de ler dois bons livros e recomendo ambos. O primeiro é a autobiografia do ícone da física, Stephen Hawking. Ele narra sua trajetória desde a infância, aborda a vida acadêmica, seus estudos, o diagnóstico da esclerose lateral amiotrófica, todas as adaptações que a vida exigiu por causa da condição, família, tudo isso regado por um surpreendente bom humor. Entre um fato e outro, descreve um pouco de suas descobertas na área da física, e embora tenha se esforçado para simplificar a linguagem ao máximo, meu cérebro limitado deixou a desejar no quesito “entender alguns conceitos”. Acredito que levaria muitos anos de estudos para atingir alguma compreensão a respeito da teoria das supercordas, das dobras espaciais – que teoricamente tornariam possível a viagem no tempo – e dos buracos negros. Haja matemática, neurônios e sinapses! 

A_CULPA_E_DAS_ESTRELAS

 

Embora escrito para o público juvenil, a narrativa me cativou. Talvez exista uma eterna criança e eterno adolescente dentro de cara um de nós por pura razão empírica. Confesso que fiquei aliviada ao ler as críticas e descobrir que o livro está cativando o público adulto também! Há boatos de que vai virar filme e, sinceramente, acho lamentável. Um livro bem escrito deve permanecer no papel. Inicialmente, procurei a versão em inglês, mas estava tão curiosa para ler a história que minha ansiedade não aguentou esperar e comprei a versão em português mesmo, que estava ali, disponível na Saraiva. O assunto abordado é pesado: câncer. O modo como é abordado, no entanto, é cheio de bom humor. Mesmo dos momentos mais críticos, John Green foi capaz de extrair uma surpreendente leveza. A história é narrada do ponto de vista da protagonista, a adolescente Hazel Grace, diagnosticada com câncer e metástase pulmonar. Devorei quase 300 páginas em menos de vinte e quatro horas, sendo assim, acho que é possível passar uma breve ideia do poder de Green de cativar o leitor.

Terminado o treinamento no trabalho, devorarei mais alguns e volto para contar. Já percebi que Criação Imperfeita do Marcelo Gleiser vai me tomar um tempo considerável, mesmo com a nota do autor permitindo ao leitor pular alguns parágrafos, páginas ou mesmo capítulos se as descrições tornarem-se demasiadamente complexas.

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